quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Mona - Prólogo

Quem me conhece, sabe que aqui o Sr. Eu, tem grande tendência para borbulhácios, quistos, pelus encravadus, e outras maleitas e "merdeitas" na pele.

Um exemplo disso, já documentado em 4 belos capítulos, da saga literária, O CU!, obviamente referindo-se a um desses belos exemplares que foi extraído de uma das partes do meu corpo, e para os mais púdicos, o meu Rabo. Seguir-se-á agora uma peça literária em jeito de crónica, de conteúdo rico em palavras de sete e quinhentos que falará de aventuras hospitalares continuadas e relacionadas com a minha mona (quem diria).

Há para aí 36 meses (cum catano), ainda antes de me terem extraído uma bola do CU, já tinha levado uma facada para tirar o que parecia um quisto na minha tola (cabeça, é para variar...). Na altura estava inchado, desinchou e passou...

No final do ano passado e estando obviamente mais do que atarefado com tudo o que se andava a passar, leia-se por ordem cronológica, obras em casa, a gravidez complicada da Eva, e o nascimento da pequenita, deixei andar e crescer mais uma montanha na minha cachimónia (mais outro sinónimo, scasse), desta feita do lado direito (era para ficar com as falhas de cabelo a condizer).

Depois de ir outra vez à facada quando lá estabilizei os afazeres, a Dr.ª ..... (sigilo profissional, não se pode referir) achou que a massa nhanhosa que espichou era "esquisita", e após análise clínica, verificou-se que não era nada "muito mau" e que era apenas um Colóide... O que é um Colóide?...... É o que eu tenho por fora da "caixa do juizinho" (impecável, mais uma palavra para cabeça).

Depois disso fui visitar outro Doutor, desta feita da especialidade, um dermatologista tá claro, que rapidamente catalogou as minhas peladas com o nome clínico que eu gostava de conseguir porferir, mas como só percebo de tubos e máquinas, olha, fica para depois....

Depois disso, e como me senti atrapalhado pedi à mãezinha para ir comigo, para que se me desse um treco quando ele me dissese para rapar o cabelo todo ter alguém para me aparar.... mas afinal não foi preciso (estava deitado quando ele me disse não caí no chão quando desmaiei).... Não foi preciso pq não tive de rapar o cabelo, raio das más línguas.....

O primeiro tratamento consistiu numa bela dose de comprimidos durante dois meses, daqueles mesmo potentes.... É o composto activo usado no tratamento do acne (lembram-se acne, borbulhas na cara e tal???), quem tomou isotretinoína concerteza que se lembra dos efeitos secundários....

Efeitos Secundários que sofri:

- Não pude beber cerveja durante dois meses (o pior de todos, sem dúvida)

- Secura nos lábios (nem no ano em que fez -50ºC em Portugal me senti assim)

- Hemorragia nasal (só duas vezes, pacífico)

- Irritabilidade e desiquilíbrio emocional (não dei por nada)

- Rouquidão (Se calhar não teve nada a ver, mas gritei muito com toda a gente nesta altura...... (esquisito)

Os efeitos porreiros da coisa é que os Himalaias da pele que me cobre o crânio (tanta palavra para dizer cabeça) passaram a ser uma Serra da Estrela, mas ainda não era o suficiente, e prolongar por mais tempo o tratamento poderia ser problemático e aparentemente o efeito deveria ter sido "mais melhor bom". 

Então assim se iniciou o capítulo do "Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation", (cum sinhor credu, ixo é o jeké?). Incultos!!!!! LASER.....

Amanhã há mais....

 

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